Katia de Abreu Fonseca - Inclusão escolar: rede pública e particular


#ParaTodoMundoVer: Foto de Katia de Abreu Fonseca

Katia de Abreu Fonseca é doutoranda em Educação pela UNESP/Marília. Mestre em Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem pela UNESP/Bauru. Especialista em Atendimento Educacional Especializado pela UNESP/Marilia. Especialista em Psicopedagogia pela USC/Bauru. Pedagoga com habilitação em Deficiência Intelectual pela Unesp/Marília. Professora da Divisão de Educação Especial do Município de Bauru, atualmente desempenha função de Coordenadora de Área da Educação Especial na Secretaria Municipal da Educação. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Educação Especial e Inclusiva, atuando principalmente nos seguintes temas: deficiências, inclusão escolar, formação continuada, consultoria colaborativa, colaboração e formação de professores. Tem experiência em cursos EaD, oferecidos pelo MEC, pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo e pelo Município de Bauru. Membro do Grupo de Pesquisa em Inclusão Social (GEPIS) e do Grupo de Pesquisas A inclusão da pessoa com deficiência, TGD ou superdotação e os contextos de aprendizagem e desenvolvimento.


Seção de entrevista – Bate-papo na REAB!


1) Quais as estratégias de caráter social e pedagógico podem ser utilizadas para promover a inclusão na escola?

Em primeiro lugar, não podemos perder de vista a garantia do direito à educação de qualquer criança e, para que a inclusão escolar de alunos considerados público-alvo da Educação Especial se efetive, é preciso que o respeito conduza as ações pedagógicas, considerando o conceito de equidade, olhando para cada aluno com uma unidade, que tem suas particularidades dentro de um ambiente coletivo que é a escola. Conhecer as características dos alunos facilita o trabalho do professor, equipe escolar e favorece o desenvolvimento acadêmico dos alunos, pois todo aluno é capaz de aprender, só depende das oportunidades que o universo escolar vai lhe oferecer.

2) Quais as principais conquistas da inclusão escolar na rede pública?

Em Bauru, atuamos na perspectiva da Educação Inclusiva desde 2006. Neste período, Bauru avançou muito no atendimento aos alunos com deficiência. Hoje, temos 16 escolas de Ensino Comum, sendo 11 de ciclo I (1º ao 5º anos) e 5 de ciclo II (1º ao 9º ano), todas as escolas têm Salas de Recursos Multifuncionais nos 2 períodos (manhã e tarde), todas contam com profissional cuidador. Nas escolas, 68 de Educação Infantil, a atuação do professor especialista em Educação Especial é na forma de Itinerância e também contam com o cuidador nas escolas que necessitam desse acompanhamento para promover a inclusão escolar. Na Eja temos 4 salas de recursos multifuncionais também temos cuidador. Os convênios com as Organizações da Sociedade Civil (OSC) APAE e SORRI para atendimentos clínicos e avaliação diagnóstica. A secretaria da Educação dá todo o suporte para a inclusão escolar dos alunos PAEE nas escolas do município por meio da Divisão de Educação Especial que tem na Gestão a Professora Especialista Carla Alves, que é a Diretora e conta com o auxílio das Professoras Especialistas Beatriz Rua e Andréa Grizi como chefes de seção. Ainda na secretaria existe a Coordenação da Área de Educação Especial no Departamento Pedagógico ocupado, no momento, pela Professora Mestre Katia de Abreu Fonseca que desenvolve seu trabalho de orientação pedagógica e formação dos profissionais da educação. Qualificamos a prática pedagógica dos professores especialistas na Educação Especial, dos professores do Ensino Comum e dos Cuidadores, Gestores e Pessoal de apoio no que se refere aos diferentes aspectos da educação Especial e Inclusiva por meio de cursos de formação em todas as área do PAEE.

3) Qual os principais desafios?

Ainda encontramos barreiras atitudinais e procedimentais. A garantia do direito à educação já superamos, à permanência também, mas o sucesso acadêmico de todos os alunos é o que buscamos, por isso investimos muito em cursos de formação e orientação pedagógica. Mostrar para os professores o como fazer para o aluno com deficiência se desenvolva, mostrar que ele é capaz e pode aprender de forma diferente do outro aluno que não tem deficiência e, mais, que ele pode aprender coisas diferentes dos colegas, com recursos diferentes. O professor do Ensino Comum tem muito compromisso com a aprendizagem de todos os alunos, e isso é muito positivo, mas, às vezes, se torna o vilão da inclusão, no bom sentido, porque ele quer que o aluno com deficiência aprenda tudo e no mesmo tempo que os demais alunos aprendem. Daí ele se frustra se isso não ocorre. Nosso trabalho também é importante neste sentido, de tentar baixar a ansiedade e expectativa do professor frente ao seu trabalho pedagógico com o aluno com deficiência, mostrar para ele formas diferentes de atuar, com recursos diferenciados, saber utilizar os demais profissionais como professor especialista e cuidadores de forma colaborativa, sempre com o intuito de favorecer a aprendizagem e desenvolvimento dos alunos PAEE.

Bom, o dia que não tivermos desafios para enfrentar, encerramos a luta, e a luta é diária e continua, pois sempre teremos o que aperfeiçoar para melhorar a qualidade de vidas das pessoas com deficiência.


4) Qual a importância da parceria família e escola para a inclusão escolar?

Parceria família e escola é primordial, não adianta a efetivação da inclusão escolar se em casa a família não entender este processo. É preciso caminhar juntos na mesma direção, pois o objetivo é comum.


Na REAB: A professora Katia de Abreu Fonseca é uma das responsáveis pela palestra "Inclusão escolar: rede pública e particular".

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